Apesar de também estar cercada por informações equivocadas, a doação de medula óssea tem crescido no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), ligado ao Ministério da Saúde, mostram que o Brasil tem hoje mais de 3 milhões de doadores inscritos, atrás da Alemanha (5 milhões) e EUA (7 milhões).

Uma das indicações para o transplante de medula óssea é para o tratamento de alguns tipos de câncer hematológico. “São múltiplas indicações: 70 doenças podem ser curadas ou melhoradas com o transplante. As principais são para pacientes que têm doenças hematológicas, sejam elas malignas, como leucemia, linfomas ou mieloma múltiplo (câncer das células plasmáticas da medula óssea), ou para outras doenças que consideramos benignas, como anemia falciforme, talassemia. Essas pessoas podem ser submetidas a transplante para regenerar a imunidade”, explica a especialista emTransplante de Medula Óssea e coordenadora da área de TMO do Hospital São Camilo – Unidade Pompeia, Aline Guilherme.

O Hospital iniciou os trabalhos no Centro de Referência para TMO em 2001. De lá para cá foram realizados mais de 300 transplantes, principalmente nos últimos dois anos. “Não só no hospital como no mundo todo. Nestes últimos cinco anos houve uma expansão da área”, diz Aline. O Hospital São Camilo tem autorização do Ministério da Saúde para realização de transplantes autólogos (medula do próprio paciente), de parentes e de doadores não aparentados.

Para ser um doador voluntário, a pessoa tem de ter entre 18 e 55 anos, não ter histórico de doenças infectocontagiosas ou câncer e não ser gestante. O voluntário deve procurar o hemocentro da sua cidade, onde é feita a coleta do sangue para o processo de tipificação. Os dados ficam cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). “Muitas pessoas têm medo de fazer a doação por não compreender a diferença entre medula óssea e espinhal. A medula óssea é onde há a produção de sangue e esse tecido gelatinoso dentro dos ossos. A espinhal é uma coisa diferente que são os nervos que vêm do cérebro e dão o comando para o controle motor e sensibilidade para o corpo todo. Quando a pessoa faz a doação de medula óssea, não há nenhum risco de lesão na medula espinhal”, esclarece.

O doador pode retomar suas atividades 24 horas após o transplante. 

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