Você já parou para pensar que qual foi o momento que mais marcou sua vida? Ou então o momento que te fez tomar uma importante decisão? Foi com essa ideia que Frank Mora, que já vive na região há 10 anos, reuniu declarações de dez personalidades das mais diferentes áreas no documentário Ponto de Virada. Entre os entrevistados, o escritor Marcelo Rubens Paiva, o músico Kiko Zambianchi, o ex-jogador Raí e o ator Milhem Cortáz.
Este é o primeiro longa de Frank, que já trabalha há muitos anos com televisão. “Era um projeto para fazer uma série de TV, um programa de rádio e um documentário, tudo com o mesmo tema. Só que na televisão, você tem uma ideia e o negócio fica arquivado, você não sabe se vai rolar ou não. Para me resguardar, resolvi fazer o documentário, mas sem grandes pretensões. Quando eu acabei de montar, vi que tinha um material bacana e resolvi entrar na Mostra de Cinema de São Paulo. Entrei em outros dois festivais – de Paulínia e do Rio – apenas para testar”, ele conta.
Pois o teste deu certo. Na 33ª Mostra de Cinema de São Paulo, seu filme foi um sucesso, lotando todas as sessões e chegou a concorrer em todas as categorias, mas não levou nenhum prêmio. “São 450 filmes do mundo inteiro, e você não podia lançar em nenhum lugar”, diz. Depois da mostra, seu filme já foi comprado pelo canal Futura e por canais do Canadá, Portugal e Alemanha.
“A mostra foi um divisor de águas na minha vida profissional. Sempre fiz TV. Lógico que queria fazer cinema, mas é muito restrito. E a Mostra me deu uma visibilidade legal”, ele analisa.
São depoimentos inesperados. “Quando se fala em virada, todo mundo acha que é uma virada financeira e não é nada disso. É muito de dentro para fora. O cara que escolhe o que mudou para ele. Por mais que a gente pense que conhece o cara, ele dá depoimentos surpreendentes”.
A trilha sonora ficou a cargo de Kiko Zambianchi, que é de Ribeirão Preto, assim como Frank. Os depoimentos são fortes e emocionantes, e Frank conta que, desde a mostra, recebe muitos e-mails de espectadores que se identificaram com as histórias e discutem sobre seus pontos de virada. “Agora posso falar que o meu foi no dia da Mostra. Para mim foi transformador ver meu filme naquele telão”, diz ele.

 

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