Curioso desde criança, Marcelo Duarte sempre teve interesse por futebol e coleciona tudo sobre as copas e seu time de coração, o Corinthians. Jornalista com passagem por Playboy, Placar, Veja São Paulo, Jornal da Tarde, comanda o programa “Loucos por Futebol”, pela ESPN, que tem estúdios no Sumaré. 

Mistura de informação com descontração, ele fala sobre futebol e outros esportes e sempre tem um convidado. Além da ESPN, Marcelo é autor do Guia dos Curiosos, que acaba de ganhar um volume sobre Copas, e é o curador da exposição “Música de Chuteiras”, em cartaz no Sesc Pompeia. Nesta entrevista, ele fala de sua paixão e dá seus pitacos de como será a Copa 2014. Desde quando você gosta de futebol? E que time você torce?
Desde criança sempre gostei muito de futebol e principalmente do Corinthians, meu time.

Foi um bom jogador?
Nada disso. Era muito ruim e nem para o gol eu era escolhido.

Sua paixão por colecionar tudo sobre futebol também inclui figurinhas?
Sim. Colecionei vários álbuns. Inclusive já completei o meu desta Copa. E uma coisa que gosto muito de fazer é trocar figurinhas. Entre as minhas coleções, uma delas é da revista Placar. Outra coisa que sempre me atraiu foram as propagandas nessa época de Copa. Tem muita coisa divertida.

Fale um pouco do seu programa na ESPN.
O programa “Loucos por Futebol” vai ao ar aos sábados, às 22h. Gravamos o programa no estúdio da emissora aqui no bairro do Sumaré. O espírito do programa é dar informação com diversão e bom humor, e está funcionando muito bem. Ele é também uma espécie de almanaque com muitas informações sobre times famosos, ou não, de todo o Brasil. Além disso, dou várias dicas sobre cultura. Acho que tudo isso justifica os 12 anos no ar.

Seu Guia dos Curiosos acaba de ganhar uma edição sobre a Copa.
Este é o nono volume do Guia. Em cada edição busco apresentar as informações de uma maneira divertida e trazer ao público aquelas coisas que aconteceram nos bastidores, curiosidades, trapalhadas de árbitros e outras coisas que ficam esquecidas em outras mídias. Apresento as informações com jeito de almanaque. Tem muita coisa de publicidade da época, como o Pacheco, o mascote da Gillette, por exemplo.

O Sesc Pompeia acaba de inaugurar a exposição “Música de Chuteiras”. Fale sobre ela.
Tenho uma coleção de LPs e CDs com músicas das Copas que fui colecionando e comprando nas edições que cobri. Como o Sesc Pompeia é, para mim, o mais musical de todos eles, apresentei o projeto e reuni dois colecionadores que têm tudo sobre o assunto: Beto Xavier, que mora em Porto Alegre, e o piauiense Francisco Antônio Neto, que mora em Curitiba. Tem uns discos da minha coleção também. A mostra fica até o dia 13 de julho, dia da final da Copa do Mundo.

Você já cobriu três Copas do Mundo: França (1998), Alemanha (2006) e África do Sul (2010). Como foram essas experiências?
Posso dizer que se trabalha muito. A equipe é sempre reduzida, por conta dos custos. Cada jornalista faz de duas a três matérias por dia. É preciso estar sempre atualizado e preparado para qualquer novidade. É claro que antes de ir a gente se prepara, para chegar ao país conhecendo um pouco. Outro fator a considerar é o deslocamento nesses eventos, que nem sempre é simples. O trabalho do jornalista é o de sempre: apurar e escrever as matérias. Dorme-se pouco, mas quem está cobrindo uma Copa do Mundo sabe que é essa rotina, e gosta de futebol, com certeza.

Mas o seu foco é um pouco diferente. Explique isso.
Procuro pelo lado curioso que, para mim, é o barato de uma Copa do Mundo. Fazer matérias sobre os países mais fracos é interessante para o jornalista e também para o público. É muito mais fácil só focar nas 16 maiores equipes. Os menores, como a Bósnia Herzegovina, que este ano participa pela primeira vez de uma Copa do Mundo, estar participando é um grande evento para eles. Vou buscar o lado curioso dos jogos, como Chile e Austrália, e viajar muito.

E nesta edição o que você vai cobrir?
Vou viajar pelo país atrás das seleções menores. Em busca de curiosidades sobre elas e seus integrantes.

Como será a Copa do Brasil?
Acho que, no fim, tudo vai dar certo. Não acho que será uma grande Copa. A propaganda negativa sobre os atrasos nas obras das arenas e na infraestrutura deve influenciar negativamente a vinda de muita gente, principalmente da Europa. Mas lembro que o mesmo aconteceu na África do Sul. Fui cobrir o evento e gostei muito do país e pretendo voltar lá para conhecer mais. É claro que cidades como Joanesburgo tem lugares perigosos e é assim em outras cidades do mundo, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro. É uma pena que o país perde. Acho que o legado da Copa serão as obras que forem concluídas. 

Felipe Scolari é o técnico ideal para comandar o Brasil?
Ele funciona muito bem para campeonato de tiro curto. É uma bela aposta. O torcedor precisa muito desse título e esse tipo de competição. Se o Brasil perder a Copa, vai deixar a sensação de um cara que comprou um carro em 48 meses e foi roubado antes de fazer o seguro.

Quem faltou na seleção de Felipão?
Acho que não faltou ninguém e era a seleção que vinha jogando.

E quem ganha o campeonato? E o craque?
Estou confiante de que o Brasil chega ao final. Contra quem? Não sei. E o craque deve estar entre as seleções finalistas.

www.facebook.com/marcelo.duarte
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